Espaço de cor lab

É impressionante como o olho humano percebe milhões de cores. Também é impressionante o quanto é diferente a percepção de cores para cada indivíduo.  Então, como podemos avaliar e expressar corretamente a cor de um objeto para outra pessoa usando uma linguagem uniforme e padronizada?

 

Espaços de Cor

Um espaço de cor pode ser descrito como um método para se expressar a cor de um objeto usando algum tipo de notação, como os números por exemplo. A CIE Commission Internationale de l’Eclairage é uma organização considerada como a autoridade na Ciência de Luz e Cor, e definiu três espaços de cor, CIE XYZ, CIE L*C*h e CIE L*a*b* - para a comunicação e expressão das cores.

O espaço de cor L*a*b*, também conhecido como espaço de cor CIELAB é atualmente o mais popular dos espaços de cores uniformes usados para avaliar as cores. Esse espaço de cor é muito utilizado pois correlaciona consistentemente os valores de cor com a percepção visual. Indústrias como as de plástico, tintas, impressão, alimentos e têxtil, além de universidades, utilizam este espaço para identificar, comunicar e avaliar os atributos da cor além das inconsistências ou desvios de uma cor padrão.

 

Expressando cores em coordenadas L*a*b*

A cor é uma questão de percepção e subjetividade da interpretação. A cor precisa ser expressa de forma objetiva por meio de números para garantir que o produto final esteja de acordo com suas especificações.

Quando as cores são ordenadas, elas podem ser expressas em termos de tonalidade, luminosidade e saturação. Com a criação de escalas para esses atributos nos podemos expressar cores de forma precisa.

O espaço de cor L*a*b* foi criado após a teoria de cores opostas, onde duas cores não podem ser verdes e vermelhas ao mesmo tempo, ou amarelas e azuis ao mesmo tempo.  Como mostrado abaixo, o L* indica a luminosidade e o a* e b*, são as coordenadas cromáticas.

  • L* = Luminosidade
  • a* = coordenada vermelho/verde (+a indica vermelho e –a indica verde)
  • b* = coordenada amarelo / azul (+b indica amarelo e –b indica azul)

 

Um instrumento de medição faz facilmente a quantificação desses atributos de cor. Espectrofotômetros e colorímetros medem a luz refletida dos objetos em cada comprimento de onda ou em faixas específicas. Ele então quantifica os dados espectrais para determinar as coordenadas de cor do objeto no espaço de cor L*a*b* e apresenta a informação em termos numéricos.

Quando medimos a cor de uma maçã, por exemplo, o instrumento de medição, mostra os valores de L*a*b*, apresentados na figura:

Espaço de cor lab 

Identificando diferenças de cores. Quão próxima a sua amostra está do padrão?

Pequenas diferenças podem ser encontradas por um instrumento de medição de cor, mesmo quando duas cores parecem iguais para uma pessoa. Se a cor do produto não atende as especificações do padrão, a satisfação do cliente é comprometida e a quantidade de reprocesso e custos aumenta. Por isso é importante identificar as diferenças entre uma amostra do produto e o padrão, antes de se iniciar uma produção em alta escala.

As diferenças de cor são definidas pela comparação numérica entre a amostra e o padrão. Ela indica as diferenças absolutas nas coordenadas de cor entre a amostra e o padrão e são conhecidas como Deltas (Δ). Os Deltas para L* (ΔL), a* (Δa) e b* (Δb) podem ser negativas (-) ou positivas (+). A diferença total, Delta E (ΔE), todavia, é sempre positivo.  Elas são expressas como:

ΔL* = diferença em mais claro e escuro (+ = mais claro, - = mais escuro)

Δa* = diferença em vermelho e verde (+ = mais vermelho, - = mais verde)

Δb* = diferença em amarelo e azul (+ = mais amarelo, - = mais azul)

ΔE* = diferença total de cor

Para determinar a diferença total de cor entre as três coordenadas é utilizada a seguinte formula: ΔE* = [ΔL*2  + Δa*2  + Δb*2 ]1/2

Observe que o “Delta E” apenas indica a magnitude da diferença total de cor, mas não o que fazer para corrigi-la.

Comparando a maçãs:

Espaço de cor lab 

 

Olhando para os valores de L*a*b* de cada maçã na figura acima, podemos determinar objetivamente que as maçãs não têm cores iguais. Esses valores nos dizem que a Maçã 1 é levemente mais escura, vermelha e menos amarela que a Maçã 2. Se colocarmos os valores de ΔL* = +4.03, Δa* = -3.05 e Δb* = + 1.04 na formula de diferença de cor, podemos determinar que a diferença total de cor é de 5.16.

5.16 = [4.03*2 + -3.05*2 + 1.04*2]1/2


Um espectrofotômetro pode detectar diferenças imperceptíveis aos olhos humanos e então mostra-las instantaneamente em forma numérica ou por meio de um gráfico de refletância espectral. Após a identificação das diferenças de cor utilizando L*a*b*, podemos então decidir se a amostra é aceitável ou não.

 

O laboratório de ensaios têxteis do Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Moda e Confecção realiza a avaliação colorimétrica instrumental/Leitura de cor: NBR ISO 105 J01; AATCC-TM 173; AATCC-EP 6; ABNT NBR ISO; A02 ABNT NBR ISO A03.

 

 

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